terça-feira, 20 de abril de 2010

Crytek de olho na captura de movimento e nos ambientes 3D.

Que a glorificada CryEngine 3 sempre fez um ótimo trabalho quando o assunto são texturas e polígonos virtuais, isso não é segredo para ninguém. Mas como será que a engine se sairia na ascendente fusão de captura de movimento com ambientes tridimensionais? Bem, isso é o que provavelmente nós vamos descobrir ainda neste ano.

De acordo com o CEO da Crytek, Cevat Yerli, a empresa anda trabalhando bastante para oferecer suporte tanto para o Move (PS3) quanto para o Project Natal (Xbox 360). Complementando a tendência atualmente em voga, a companhia também mergulhou de cabeça na tecnologia 3D, segundo afirma o gerente global de desenvolvimento comercial, Carl Jones, ao site Develop-online.net.


O executivo explica que o 3D “certamente adiciona muito a vários jogos. A percepção de profundidade em um FPS [tiro em primeira pessoa] realmente muda um jogo e o torna muito mais divertido”. Jones conclui ainda que “as pessoas estão começando a acordar e perceber que o 3D está a caminho, e não vai demorar para que os desenvolvedores tirem vantagem disso”.

O fim das demos gratuitas?

Crytek: demos gratuitas podem cair fora no longo prazoMas o abraço no universo “3D+captura de movimento” não é o único sinal dos tempos, segundo a Crytek A empresa resolveu endossar o comentário polêmico recentemente disparado pela EA, predizendo também um possível fim para as demonstrações jogáveis gratuitas.

Na mesma entrevista ao site Develop-online.net, o CEO Cevat Yerli afirmou: “as demos gratuitas são um luxo exclusivo da indústria de games, e que não existe em outras indústrias, como a de filmes”. Enfim, parecem mesmo existir planos para cortar de vez esse “luxo”. “A realidade é que nós podemos não ver mais demos gratuitas no longo prazo”, afirma Yerli.

Resta agora saber se a EA, pioneira nesse argumento, vai mesmo botar em prática o plano de vender demonstrações “por US$ 10 ou US$ 15” antes do lançamento oficial dos jogos. Enfim, uma ideia vem à cabeça nessa hora: propaganda paga.

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